<p>REEE é a abreviatura de <strong>Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos</strong>. Na prática, abrange qualquer equipamento que funciona com corrente eléctrica ou pilhas e que chegou ao fim da sua vida útil — desde o computador portátil que a empresa substituiu até ao grande equipamento industrial que foi desactivado.</p>
<p>Para as empresas industriais, o REEE é um dos fluxos de resíduos com mais obrigações legais, mais potencial de valor económico, e mais risco regulatório quando mal gerido. Este guia explica tudo o que precisa de saber.</p>
<h2>O que se considera REEE</h2>
<p>O <strong>Decreto-Lei n.º 152-D/2017</strong> define dez categorias de equipamentos eléctricos e electrónicos. As mais relevantes para o contexto industrial são:</p>
<ul>
<li><strong>Equipamentos de grandes dimensões:</strong> máquinas industriais, equipamentos de produção, fornos, compressores</li>
<li><strong>Equipamentos informáticos e de telecomunicações:</strong> computadores, servidores, impressoras, equipamentos de rede, tablets, telefones</li>
<li><strong>Equipamentos de consumo e painéis solares:</strong> monitores, televisores, câmaras de vigilância</li>
<li><strong>Equipamentos de iluminação:</strong> luminárias fluorescentes, LEDs industriais</li>
<li><strong>Ferramentas eléctricas e electrónicas:</strong> berbequins, aparafusadoras, soldadoras, equipamentos de medição</li>
<li><strong>Equipamentos médicos:</strong> se a empresa operar no sector da saúde</li>
</ul>
<p>Atenção: os <strong>painéis fotovoltaicos</strong> passaram a ser considerados REEE com obrigações específicas a partir de 2019, o que é relevante para empresas com instalações de autoconsumo que estejam a substituir painéis antigos.</p>
<h2>Quais as obrigações legais das empresas</h2>
<p>As empresas, enquanto <strong>utilizadores não particulares</strong>, têm obrigações específicas distintas das dos consumidores domésticos. As principais são:</p>
<ul>
<li><strong>Encaminhamento obrigatório:</strong> o REEE tem de ser entregue a um operador de gestão de resíduos licenciado pela APA, ou directamente a uma das entidades gestoras licenciadas (Amb3E ou ERP Portugal). A entrega a sucateiros sem licença não cumpre esta obrigação.</li>
<li><strong>e-GAR obrigatória:</strong> cada transferência de REEE deve ser acompanhada de uma guia electrónica de acompanhamento de resíduos, emitida no sistema SILiAmb da APA antes do transporte.</li>
<li><strong>Registo SIRER:</strong> todas as empresas que produzem resíduos industriais — incluindo REEE — têm de declarar anualmente no SIRER (Sistema Integrado de Registo de Resíduos) os tipos e quantidades de resíduos produzidos e o seu destino.</li>
<li><strong>Conservação de documentação:</strong> os certificados de destino e os registos de gestão de REEE devem ser conservados por um mínimo de cinco anos, e apresentados em caso de fiscalização pela APA ou CCDR.</li>
</ul>
<h2>Codes LER: o que são e por que importam</h2>
<p>Cada tipo de resíduo tem um código LER (Lista Europeia de Resíduos) que o classifica. Para o REEE industrial, os mais comuns são:</p>
<ul>
<li><strong>20 01 35*:</strong> equipamentos eléctricos e electrónicos fora de uso contendo componentes perigosos (asterisco indica resíduo perigoso)</li>
<li><strong>16 02 14:</strong> equipamentos fora de uso não abrangidos nas categorias anteriores (não perigosos)</li>
<li><strong>16 02 13*:</strong> equipamentos fora de uso contendo componentes perigosos</li>
</ul>
<p>A classificação correcta do código LER é da responsabilidade do produtor. Uma classificação errada pode implicar sanções regulatórias. A CircTech apoia as empresas na classificação correcta como parte do processo de gestão.</p>
<h2>O que acontece ao REEE após a recolha</h2>
<p>Num operador certificado como a CircTech, o REEE passa por um processo rigoroso:</p>
<ol>
<li><strong>Recepção e pesagem:</strong> o lote é recebido, pesado e registado com o código LER correspondente</li>
<li><strong>Triagem:</strong> separação por tipo de equipamento e categorização dos materiais contidos</li>
<li><strong>Descontaminação:</strong> remoção de componentes perigosos (baterias, condensadores, ecrãs com mercúrio) por operadores especializados</li>
<li><strong>Valorização:</strong> recuperação de metais (cobre, alumínio, ouro, paládio, terras raras), plásticos técnicos e outros materiais com valor de mercado</li>
<li><strong>Certificação:</strong> emissão do certificado de destino com as operações R realizadas</li>
</ol>
<h2>Quanto vale o REEE da sua empresa</h2>
<p>O valor do REEE depende do tipo de equipamento e da sua composição. Em termos gerais:</p>
<ul>
<li><strong>REEE profissional</strong> (servidores, equipamentos de telecomunicações, aparelhos de medição) tende a ter maior concentração de metais preciosos e, consequentemente, maior valor por tonelada</li>
<li><strong>REEE doméstico</strong> (equipamentos de consumo, pequenos electrodomésticos) tem menor concentração de metais nobres mas volumes tipicamente maiores</li>
<li><strong>Ferramentas eléctricas</strong> têm valor variável consoante o teor em cobre dos motores</li>
</ul>
<p>A CircTech paga o REEE ao preço de mercado, com proposta indexada às cotações LME/ICIS e válida por 48 horas. Para volumes a partir de 0,5 toneladas, o processo de pedido de proposta demora menos de 5 minutos.</p>
<h2>Como solicitar uma proposta de compra</h2>
<p>O processo na CircTech é simples:</p>
<ol>
<li>Aceda a <a href="https://circtech.app/request">circtech.app/request</a></li>
<li>Seleccione o tipo de equipamento e indique a quantidade estimada</li>
<li>Indique a localização para recolha</li>
<li>Receba uma proposta de compra em até 48 horas, com preço por tonelada, data de recolha e confirmação de emissão de toda a documentação legal</li>
</ol>
<p>Não há custos de recolha para volumes a partir de 1 tonelada na Região Centro de Portugal. Para volumes menores, contacte-nos para avaliar as condições.</p>