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REEE e Equipamentos Electrónicos

Portugal é o 3.º pior da UE em recolha de REEE — e o que isso significa para a sua empresa

Equipa CircTech · GreenCircTech Consultores14 de setembro de 20266 min de leitura

Em 2023, Portugal recolheu apenas 5,8 quilogramas de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE) por habitante — um dos valores mais baixos de toda a União Europeia, a par de Malta e acima apenas do Chipre (3,8 kg). A média europeia foi o dobro: 11,6 kg por pessoa, segundo os dados mais recentes do Eurostat publicados em 2025.

Estes números descrevem um défice real: na União Europeia, cada habitante coloca no mercado em média 32,2 kg de novos equipamentos eléctricos por ano, e em Portugal apenas 5,8 kg por habitante regressam ao circuito formal de recolha. O resto — computadores, impressoras, equipamentos de telecomunicações, ferramentas eléctricas — desaparece. Fica em armazém, vai parar a sucateiros sem documentação, ou é exportado informalmente para países sem regulação ambiental.

O que são REEE e por que é que as empresas são responsáveis

REEE é a sigla para Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos. Inclui tudo o que funciona com corrente eléctrica ou pilhas e que já não está em uso: desde grandes equipamentos industriais até aos pequenos dispositivos de escritório.

Em Portugal, a gestão de REEE está regulada pelo Decreto-Lei n.º 152-D/2017, de 11 de dezembro, que transpôs a Directiva REEE da União Europeia para o direito nacional. Esta legislação é clara: as empresas, enquanto utilizadoras não particulares, têm a obrigação de encaminhar os REEE que detenham para um operador licenciado ou para uma entidade gestora licenciada — actualmente a Amb3E ou a ERP Portugal.

A não entrega de REEE nos locais adequados constitui infracção administrativa. Para as empresas industriais, a documentação da gestão de REEE é também um requisito crescente nas auditorias de clientes, nas licitações de contratos públicos e, a partir de 2025, nos relatórios CSRD obrigatórios para empresas com mais de 250 trabalhadores.

O mercado informal: porque é que as empresas continuam a usar o sucateiro

A resposta é simples: o sucateiro paga a dinheiro, aparece quando é chamado, e não faz perguntas. Para um responsável de operações pressionado com o dia-a-dia de uma fábrica, esta conveniência tem um peso real.

O problema é o que fica por resolver. Sem guia electrónica de acompanhamento de resíduos (e-GAR), sem registo no SIRER, sem código LER associado ao lote, a empresa assume um risco regulatório que crescerá à medida que a fiscalização aumenta — e à medida que os relatórios CSRD passam a exigir rastreabilidade de ponta a ponta dos fluxos de resíduos.

O mercado informal também não oferece o justo valor. Os preços praticados por sucateiros não certificados são frequentemente muito inferiores aos preços de mercado indexados ao LME (London Metal Exchange) para os metais contidos nos equipamentos — cobre, alumínio, ouro, paládio e terras raras têm cotações internacionais públicas e verificáveis.

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O que vale o REEE da sua empresa

Um computador de secretária contém em média 0,2 g de ouro, 1,5 g de prata, 0,05 g de paládio e entre 15 a 20% de cobre por peso. Uma impressora industrial pode conter componentes electrónicos com concentrações de metais raros superiores às dos minérios virgens de onde esses metais são originalmente extraídos.

A diferença entre entregar o REEE a um operador certificado que pague ao preço de mercado e entregá-lo gratuitamente a um sucateiro informal pode ser significativa — especialmente para empresas com volumes regulares de renovação de equipamentos.

Na CircTech, o preço de aquisição de REEE profissional é indexado às cotações LME/ICIS actualizadas regularmente, e o produtor recebe uma proposta formal com preço por tonelada, validade de 48 horas, e garantia de emissão do certificado de destino no final do processo.

A janela de oportunidade que a lacuna de recolha cria

O défice de recolha de Portugal — superior a 75.000 toneladas por ano face à meta obrigatória da Directiva REEE — não é apenas um problema ambiental. É uma oportunidade de mercado para os operadores que consigam oferecer uma alternativa credível ao circuito informal.

A meta europeia é que cada Estado-Membro recolha anualmente pelo menos 65% do peso médio dos equipamentos colocados no mercado nos três anos anteriores. Portugal está longe desse valor. As entidades gestoras REEE, a APA e a Comissão Europeia estão a aumentar a pressão regulatória — o que significa que as empresas que não regularizem a sua situação agora enfrentarão custos crescentes de compliance nos próximos anos.

As empresas que actuem agora têm uma dupla vantagem: recebem pelo resíduo ao preço de mercado, e ficam em conformidade regulatória com antecedência — sem pressão de auditoria, sem coimas, com a documentação CSRD pronta.

Como a CircTech resolve o problema

A CircTech opera como trader de recursos industriais. Compramos o REEE à empresa produtora, garantimos a transformação através de parceiros certificados APA — nomeadamente a Interrecycling em Tondela, um dos maiores operadores de REEE da Península Ibérica — e vendemos o recurso valorizado (cobre, alumínio, plástico técnico) ao mercado industrial.

O produtor recebe: pagamento ao preço de mercado, e-GAR, registo no SIRER, e certificado de destino final para inclusão no relatório CSRD. Tudo numa única plataforma, sem burocracia adicional.

Se a sua empresa gera REEE — sejam computadores, equipamentos de telecomunicações, ferramentas eléctricas ou grandes equipamentos industriais — solicite uma proposta de compra em circtech.app. A proposta é enviada em 48 horas, com preço por tonelada indexado ao mercado.

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#REEE#Eurostat#Portugal#economia circular#resíduos electrónicos#mercado informal

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