<p>Em 2023, Portugal recolheu apenas <strong>5,8 quilogramas de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE) por habitante</strong> — o terceiro valor mais baixo de toda a União Europeia, apenas à frente de Malta e do Chipre (3,8 kg). A média europeia foi o dobro: 11,6 kg por pessoa, segundo os dados mais recentes do Eurostat publicados em 2025.</p>

<p>Estes números descrevem um défice real: enquanto cada português coloca no mercado em média 32,2 kg de novos equipamentos eléctricos por ano, apenas 5,8 kg regressam ao circuito formal de recolha. O resto — computadores, impressoras, equipamentos de telecomunicações, ferramentas eléctricas — desaparece. Fica em armazém, vai parar a sucateiros sem documentação, ou é exportado informalmente para países sem regulação ambiental.</p>

<h2>O que são REEE e por que é que as empresas são responsáveis</h2>

<p>REEE é a sigla para Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos. Inclui tudo o que funciona com corrente eléctrica ou pilhas e que já não está em uso: desde grandes equipamentos industriais até aos pequenos dispositivos de escritório.</p>

<p>Em Portugal, a gestão de REEE está regulada pelo <strong>Decreto-Lei n.º 152-D/2017, de 11 de dezembro</strong>, que transpôs a Directiva REEE da União Europeia para o direito nacional. Esta legislação é clara: as empresas, enquanto utilizadoras não particulares, têm a obrigação de encaminhar os REEE que detenham para um operador licenciado ou para uma entidade gestora licenciada — actualmente a Amb3E ou a ERP Portugal.</p>

<p>A não entrega de REEE nos locais adequados constitui infracção administrativa. Para as empresas industriais, a documentação da gestão de REEE é também um requisito crescente nas auditorias de clientes, nas licitações de contratos públicos e, a partir de 2025, nos relatórios CSRD obrigatórios para empresas com mais de 250 trabalhadores.</p>

<h2>O mercado informal: porque é que as empresas continuam a usar o sucateiro</h2>

<p>A resposta é simples: o sucateiro paga a dinheiro, aparece quando é chamado, e não faz perguntas. Para um responsável de operações pressionado com o dia-a-dia de uma fábrica, esta conveniência tem um peso real.</p>

<p>O problema é o que fica por resolver. Sem guia electrónica de acompanhamento de resíduos (e-GAR), sem registo no SIRER, sem código LER associado ao lote, a empresa assume um risco regulatório que crescerá à medida que a fiscalização aumenta — e à medida que os relatórios CSRD passam a exigir rastreabilidade de ponta a ponta dos fluxos de resíduos.</p>

<p>O mercado informal também não oferece o justo valor. Os preços praticados por sucateiros não certificados são frequentemente muito inferiores aos preços de mercado indexados ao LME (London Metal Exchange) para os metais contidos nos equipamentos — cobre, alumínio, ouro, paládio e terras raras têm cotações internacionais públicas e verificáveis.</p>

<h2>O que vale o REEE da sua empresa</h2>

<p>Um computador de secretária contém em média 0,2 g de ouro, 1,5 g de prata, 0,05 g de paládio e entre 15 a 20% de cobre por peso. Uma impressora industrial pode conter componentes electrónicos com concentrações de metais raros superiores às dos minérios virgens de onde esses metais são originalmente extraídos.</p>

<p>A diferença entre entregar o REEE a um operador certificado que pague ao preço de mercado e entregá-lo gratuitamente a um sucateiro informal pode ser significativa — especialmente para empresas com volumes regulares de renovação de equipamentos.</p>

<p>Na CircTech, o preço de aquisição de REEE profissional é indexado às cotações LME/ICIS actualizadas regularmente, e o produtor recebe uma proposta formal com preço por tonelada, validade de 48 horas, e garantia de emissão do certificado de destino no final do processo.</p>

<h2>A janela de oportunidade que a lacuna de recolha cria</h2>

<p>O défice de recolha de Portugal — superior a 75.000 toneladas por ano face à meta obrigatória da Directiva REEE — não é apenas um problema ambiental. É uma oportunidade de mercado para os operadores que consigam oferecer uma alternativa credível ao circuito informal.</p>

<p>A meta europeia é que cada Estado-Membro recolha anualmente pelo menos 65% do peso médio dos equipamentos colocados no mercado nos três anos anteriores. Portugal está longe desse valor. As entidades gestoras REEE, a APA e a Comissão Europeia estão a aumentar a pressão regulatória — o que significa que as empresas que não regularizem a sua situação agora enfrentarão custos crescentes de compliance nos próximos anos.</p>

<p>As empresas que actuem agora têm uma dupla vantagem: recebem pelo resíduo ao preço de mercado, e ficam em conformidade regulatória com antecedência — sem pressão de auditoria, sem coimas, com a documentação CSRD pronta.</p>

<h2>Como a CircTech resolve o problema</h2>

<p>A CircTech opera como trader de recursos industriais. Compramos o REEE à empresa produtora, garantimos a transformação através de parceiros certificados APA — nomeadamente a Interrecycling em Tondela, um dos maiores operadores de REEE da Península Ibérica — e vendemos o recurso valorizado (cobre, alumínio, plástico técnico) ao mercado industrial.</p>

<p>O produtor recebe: pagamento ao preço de mercado, e-GAR, registo no SIRER, e certificado de destino final para inclusão no relatório CSRD. Tudo numa única plataforma, sem burocracia adicional.</p>

<p>Se a sua empresa gera REEE — sejam computadores, equipamentos de telecomunicações, ferramentas eléctricas ou grandes equipamentos industriais — solicite uma proposta de compra em <a href="https://circtech.app/request">circtech.app</a>. A proposta é enviada em 48 horas, com preço por tonelada indexado ao mercado.</p>